
" AUSENTES "
" ORA , TOMÉ, UM
DOS DOZE NÃO ESTAVA COM ELES QUANDO JESUS VEIO. " - JOÃO
Tomé, descontente, reclamando provas, por não haver testemunhado
a primeira visita de Jesus, depois da morte, criou um símbolo para
todos os aprendizes despreocupados das suas
obrigações.
Ocorreu ao discípulo ausente o que acontece a qualquer trabalhador
distante do dever que lhe cabe.
A edificação espiritual, com suas bênçãos
de luz, é igualmente um curso educativo.
O aluno matriculado na escola, sem assiduidade às lições,
apenas abusa do estabelecimento de ensino que o acolheu, porquanto a simples
ficha de entrada não soluciona o problema do
aproveitamento.
Sem o domínio do alfabeto, não alcançará a
silabação.
Sem a posse das palavras, jamais chegará à ciência da
frase.
Prevalece idêntico processo no aprimoramento do
espírito.
Longe dos pequeninos deveres para com os irmãos mais próximos,
como habilitar-se o homem para a recepção da graça
divina?
Se evita o contato com as obrigações humildes de cada dia,
como dilatar os sentimentos para ajustar-se às glórias
eternas?
Tomé não estava com os amigos quando o Mestre veio.
Em seguida, formulou reclamações, criando o tipo de aprendiz
suspeitoso e exigente.
Nos trabalhos espirituais de aperfeiçoamento, a questão é
análoga.
Matricula-se o companheiro, na escola de vida superior, entretanto, ao
invés de consagrar-se ao serviço das lições de
cada dia, revela-se apenas mero candidato a vantagens imediatas.
Em geral, nunca se encontra ao lado dos demais servidores, quando Jesus vem;
logo após, reclama e desespera.
A lógica, no entanto, jamais abandona o caminho reto.
Quem desejar a benção divina, trabalhe para merecer.
O aprendiz ausente da aula não pode reclamar benefícios decorrentes
da lição.
MENSAGEM DE EMMANUEL
PSICOGRAFADA POR FRANCISCO CÂNDIDO
XAVIER.
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