Tabagismo
como libertar-se do vício
Magaly Sonia
Gonsales
Com
sua proposta para o auto-conhecimento e a reforma íntima, o
Espiritismo torna-se um grande aliado ao viciado que almeja
sua libertação.
Vícios, paixões e desatinos
humanos normalmente se desenvolvem e fazem morada em nosso
corpo carnal quando estamos invigilantes e quando nosso padrão
vibratório está tão baixo que nos
deixamos dominar por forças do plano astral inferior
ou seja, quando
perdemos por completo o controle sobre nossos próprios atos
e quando não mais conseguimos evitar certas ações e
atitudes que até então julgávamos ter sobre nossa
vontade.
Então,
infelizmente, estamos nas malhas do vício.
Isso normalmente acontece quando
estamos invigilantes e por mantermos um
comportamento moral condizente com espíritos do plano
inferior e, portanto, ficamos literalmente nas mãos deles.
Dessa forma, não mais teremos nenhum
controle, nem sobre nosso corpo físico e nem sobre os danos
que estamos causando ao nosso perispírito, ao dar vazão
aos vícios em geral e desregramentos da vida carnal.
Nessa categoria, podemos citar o alcoolismo,
o tabagismo, os tóxicos, a alimentação carnívora, o
sexo, a maledicência, a avareza, a mentira e tantos outros
que nos oprimem, que atentam contra a
delicadeza da vestimenta perispiritual que nos envolve e
sobre a qual estamos atentando e, muitas vezes, destruindo o
que de mais importante nos foi emprestado para que possamos
evoluir e alcançar outros planos espiriiuais que é o nosso
corpo físico.
O vício do fumo foi
adquirido pelos espanhóis, junto aos índios da América
Central, que o encontraram nas adjacências de Tobaco, provínoia
de Yucatán.
Um dos primeiros a cultivar o
tabaco na Europa foi o Monsenhor Nicot, embaixador da França
em Portugal, de onde se derivou o nome de nicotina, dado à
principal toxina nele contida.
O
fumo, pelos danos que ocasiona ao organismo, é, por isso
mesmo, perigo para o corpo e para a mente..."- Examinando
a Obsessão. (Autor:
Philomeno de Miranda )
Os distúrbios provocados nos
que se iniciam no vício, tais como tonteiras, vômitos,
perturbações bronquiais, são indício do envenenamento
que o fumo provoca e da luta que o organismo trava ao se
defender para adaptar se ao mesmo.
Uma vez estabelecido o vício,
a pessoa se torna vítima do
tabagismo, uma doença à qual se entrega, abdicando da própria
vontade, incapaz de resistir à vontade de fumar, que se
transforma em ação obsessiva simples.
Que a ação do fumo seja
ofensiva o demonstram as próprias propagandas que alardeiam
a utilização de filtros ou a consecução de cigarros com
muito menos nicotina.
Mas além desta, ele contém
outros venenos como: ácido tânico,
omálico, oxálico, amônia e outros que lhe imobilizam
outras importantes defesas do organismo.
Sua ação se torna muito
pior para aqueles que detêm certas insuficiências orgânicas,
acrescendo-as ainda mais.
As
mulheres, entretanto, são as mais prejudicadas, por sua
natureza mais delicada e sensível,
principalmente na gravidez, tornando-as mais propensas aos
distúrbios da gestação.
Além do mais, são afetadas
na própria fertilidade.
O
fumo" ...Hábito vicioso, facilita a interferência de
mentes desencarnadas também viciadas, que se ligam em
intercâmbio obsessivo simples, a caminho de dolorosas
desarmonias..." -
Examinando a Obessão.
Philomeno de Miranda
VÍCIO E VAMPIRISMO
Intercâmbio
obsessivo simples, pois não influi no cunho moral do homem,
nem o avilta até a degradação completa,
como acontece com o vício da embriaguez ou da toxicomania.
Mas se a
pessoa se entregar em demasia ao hábito, poderá servir de
"piteira viva" para desencarnados também
viciados, de natureza inferior que, ao se servirem dele para
satisfazer o vício de fumar, poderão influenciá-lo a
fumar muito mais e estabelecer com ele uma forma de simbiose
prejudicial, inoculando-lhe pensamentos deletérios, de
ordem moral inferior, cuja receptividade será tanto maior
quanto mais fraquezas a pessoa possa ter.
Trata-se,
enfim, de más companhias que, por sua influência
perniciosa, poderão acarretar deslizes morais perigosos e
associações com delinqüentes e viciados.
Mas
nem sempre tais influências provocam situações de domínio
caracterizáveis.
O domínio psíquico
tem diversas gradações e a pessoa pode passar uma existência
inteira a desviar-se do que se havia proposto antes
de reencarnar, sem aperceber se.
Ao
desencarnar, os vícios se tornam mais dominantes,
acarretando momentos de angústia muito cruciantes que
impelem a buscar a saciedade no vampirismo dos encarnados
"...Infunde pena a angústia dos desencarnados amantes
da nicotina..."
O vício
do fumo é uma porta aberta para o início das obsessões
mais variadas e,
embora obsessão simples, pode
servir de trampolim a outras de maior gravidade, pela sujeição
a espíritos atrasados.
O viciado no fumo é mais uma
vítima de sua debilidade
mental do que mesmo de uma invencível atuação
fisiológica, ele esquece-se
de si mesmo e, por isso, aumenta
progressivamente o uso do cigarro, tentado continuamente
pelo desejo insatisfeito, criando
então uma segunda natureza
que se torna implacável e exigente carrasco.
Os
efeitos perniciosos do cigarro transformam-se em
enfermidades crônicas que minam as defesas naturais e de
proteção do organismo.
Uma das mais conhecidas
enfermidades crônicas é a célebre "bronquite
tabagista" ou a causada por distúrbios próprios da
"asma brônquica", com a presença do incômodo
pigarro, que é produto da irritação constante causada
pelo fumo às mucosas respiratórias.
O fumante
inveterado vive com a faringe, a laringe, os brônquios, o
estômago e intestinos supercarregados de nicotina e de
todos os derivados tóxicos do fumo, obrigando a sua
natureza à permanente vigilância, a fim de se poder manter
em relativo contato com os fenômenos da vida física
exterior.
Portanto, como vimos, o
fumo é um dos grandes responsáveis pela falência moral do
homem, visto que ele abre brechas para todos os
tipos de obsessões.
Assim,
para "largar o cigarro" é
preciso readquirir o poder da vontade de que se acha
escravizado a ele.
É na
mente
do homem que, antes de tudo, deve ser empreendida uma
campanha sadia contra o vício.
Através
de reflexões inteligentes, deve ele se convencer da
tolice de
se submeter a prejuízos
físicos, psíquicos e econômicos,
causados pelo cigarro, o charuto ou o cachimbo.
RETOMANDO O CONTROLE
Portanto,
a
ofensiva não deve ser iniciada contra o objeto do vício,
que é o fumo,
mas no sentido de recuperar o comando mental perdido.
Há
que ser retomado novamente o psiquismo diretor dos fenômenos
de relação entre a alma e o meio.
É
preciso que o homem se torne outra vez senhor absoluto dos
seus atos, desprezando as sugestões tolas e perniciosas do
vício que o domina.
É
certo que a libertação do vício de fumar seria muito mais
difícil se, por afinidade de vícios ou devido a qualquer
desregramento moral, a criatura já estiver sendo cercada
por entidades de astral inferior, atraída para junto de si.
Neste
caso, a libertação não só requer o domínio da própria
vontade, como ainda a
adoção de um modo de vida que provoque o desligamento de
outra vontade viciosa e livre, do além-túmulo.
OS EFEITOS DO TABAGISMO
Assim como devasta a vontade
e a lucidez, o cigarro ataca e destrói o organismo, criando
doenças e provocando disfunções.
Eis apenas alguns de seus
efeitos:
Sistema Respiratório
Bronquite, Enfisema, Câncer
pulmonar, Angina do peito, Laringite, Tosse, Tuberculose,
Traqueíte, Rouquidão.
Sistema Digestivo
Diminui a secreção gástrica,
diminui o apetite e dificulta a digestão: úlcera
gastroduodenal; quilite (inflamação dos lábios), sialorréia
(salivação abundante); hepatite; aumento do ácido úrico,
provocando a chamada Gota.
Sistema Circulatório
Arteriosclerose (20 cigarros
ou mais por dia); varizes; flebite, isquemia; úlceras
varicosas; palpitação; mal de Buerger (trombose); aceleração
de doenças coronárias e cardiovasculares.
Sistema Nervoso
Uremia; Mal de Parkinson;
vertigens; náuseas; dores de cabeça; nervosismo; opressão.
Assim como o alcoolismo, a
falta do fumo para o viciado gera ansiedade, angústia etc.
Desencadeia crises, convulsões
e espasmos.
É a
dependência mental, psíquica e física.
POR QUE FUMAR?
O tabaco era usado na prática
de feitiçarias, nas quais os indígenas acreditavam que a
fumaça afastava os "maus espíritos".
Como defumador, os pajés
jogavam folhas secas de tabaco no braseiro, ao mesmo tempo
que invocavam os deuses.
Os nativos, com o tempo,
passaram a fazer um rolo de folhas secas de tabaco
fumegantes, aspirando e tragando a fumaça demonstrando visível
sensação de prazer.
Hoje o
fumo é consumido em larga escala, graças à herança
daqueles costumes nativos, porém sob a égide de mentiras
comerciais douradas, condutoras à exacerbação do consumo.
COMO PREVENIR
Na família,
pelo exemplo.
Na sociedade,
pela educação, onde sejam demonstrados os males do vício
e na religião, pelo respeito devido ao corpo e à vida.
Nosso organismo possui
extraordinária capacidade de refazimento e de recuperação.
Estima-se, contudo, que a
eliminação dos agentes nocivos do fumo no corpo humano
processa-se em período de tempo igual à duração do vício.
Por exemplo:
quem fuma há 10 anos, se deixar o vício, levará
aproximadamente outros 10 anos para extirpar completamente
do seu corpo os sintomas negativos do fumo.
COMO DEIXAR DE FUMAR
A
melhor maneira é fazê-lo de uma só vez, com extraordinária
força de vontade.
Pegue seu
maço de cigarros e jogue-o no lixo.
É melhor passar alguns dias de angústia, mas reprimir
definitivamente o desejo de fumar do que prolongar essa
agonia indefinidamente até que um
câncer pulmonar ou laríngeo faça-o por você.
Se você não fizer, seu corpo vai obrigar.
COMO O ESPIRITISMO VÊ O
TABAGISMO
Como
uma infeliz criação humana, dentre tantas...
Por ser gerador de doenças e dependência (viciação),
promove graves distorções no corpo e no caráter, refletindo-se
em danos impressos no perispírito.
E isso representará sofrimento em
vidas futuras, se não já a partir desta.
O fumante, após desencarnar, certamente irá ressentir-se
da falta do fumo.
Buscará desesperadamente
satisfazer o vício, só o conseguindo, tal como no processo
de vampirismo, ou seja, como o homem nunca está só, física
ou espiritualmente; fixado no vício, terá
permanentemente companhia de encarnados e desencarnados
sintonizados com ele.
Por outro lado, o Espiritismo
oferece inestimável apoio ao viciado que queira
libertar-se, através da "Evagelho-terapia",
o tratamento pelo Evangelho, a cura do espírito.
Sim, cuidando do corpo,
cuida-se de uma fração episódica da existência do indivíduo,
porém, cuidando-se do espírito,
cuida-se da erradicação do mal, construindo-se uma obra
para a eternidade!
Cada tendência negativa
superada - entre as quais A DROGADIÇÃO,
ENTRE ELAS O ALCOOLISMO E O TABAGISMO - representará mais
um degrau alcançado na escada do progresso espiritual.
Nesse particular, o
espiritismo representa poderoso estímulo à cura, pela reforma
íntima do indivíduo, pois o levará à reflexão
e ao conhecimento das conseqüências infelizes do tabagismo
e alcoolismo em futuras reencarnações. A ótica
reencarnacionista, calcada na lógica, no bom senso e
principalmente na Justiça Divina, levará o homem a não
assumir dívidas hoje para resgate nas próximas vidas e nem
a jogar espinhos na frente do seu caminho...
Tratamento para tabagismo na
Federação Espírita de São Paulo
terças 14h e 19h30 sábados 16h
Rua Maria Paula, 140, Centro - Telefone: (11) 3115-5544
Referências:
- CURTI, Rino -
"Espiritismo e Obsessão"
- KUHL, Eurípedes - "Tóxicos
- Duas Viagens"
O livro "Malefícios do
Fumo"é uma contribuição inestimável a todos aqueles
que desejam abandonar um vício que tanto mal traz às
pessoas.
(Extraído da Revista Cristã
de Espiritismo, nº 07)
|