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"
Irmãos Necessitados " É
preciso compreender - mas compreender substancialmente
- que nem todo mendigo é aquele que te requisita socorro
material. Muito
mais que os irmãos em penúria do corpo, solicitam-te amparo aqueles
outros companheiros em aflição ou desvalimento, na vida íntima, a
te pedirem apoio e consolação.
Muita
vez, alcançam-te a esfera pessoal expectantes ou irritadiços,
ansiosos ou arrogantes, qual se de coisa nenhuma necessitassem.
Entretanto, é preciso estender-lhes o verbo amigo para que se
habilitem à paz e ao refazimento.
Acolhe-os, pois, no clima da própria alma e dá-lhes do que puderes
em fraternidade e ternura para que se restaurem.
Justo entender que, de maneira geral, quantos nos rogam orientação e
conselho, no intimo de si mesmos ja sabem, à saciedade, o que lhes
compete fazer.
Se
cansados, não desconhecem que a fadiga não se lhes extinguirá num
toque de mágica; se enfermos, estão cientes de que precisarão de
remédio; se desiludidos, conhecem as farpas de angústia que lhes
atormentam o coração, farpas estas que é imperioso retirar e
esquecer; se carregam remorso, não ignoram que a dor da culpa não se
lhes desaparecerá da consciência lesada, assim como por encanto.
O que
semelhantes irmãos necessitados esperam de nós, quase sempre, é um
tanto mais de força, a fim de que possam seguir adiante.
Compadece-te
de quantos te procuram, mergulhados em dúvida ou desespero.
Eles não
aguardam de nós um milagre, pois em milagres não acreditam e também
milagres não existem.
Procuram simplesmente a caridade de uma palavra compreensiva ou um
gesto de paz que lhes propiciem renovação e bom ânimo.
Em
suma, aspiram apenas a saber que não se encontram sozinhos e de que
Deus, por intermédio de alguém, não lhes terá esquecido as
necessidades do coração.
MENSAGEM DE EMMANUEL
PSICOGRAFADA POR FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.
E-mail:
guianet@guianet.com.br
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