
" LINGUAGEM "
" LINGUAGEM SÃ E
IRREPREENSÍVEL PARA QUE O ADVERSÁRIO SE ENVERGONHE, NÃO
TENDO NENHUM MAL QUE DIZER DE NÓS. "
- JESUS
Através da linguagem, o homem ajuda-se ou se desajuda.
Ainda mesmo que o nosso íntimo permaneça cheio de problemas,
não é aconselhável que a nossa palavra se faça
turva ou desequilibrada para os outros.
Cada qual tem o seu enigma, a sua necessidade e a sua dor e não é
justo aumentar as aflições do vizinho com a carga de nossas
inquietações.
A exteriorização da queixa desencoraja, o verbo da aspereza
açoita, a observação do maldizente
contunde...
Pela nossa manifestação mal conduzida para com os outros, afastamos
a verdade de nós.
Pela nossa expressão verbalista menos enobrecida, repelimos a
bênção do amor que nos encheria do contentamento de
viver.
Tenhamos a precisa coragem de eliminar, por nós mesmos, os raios de
nosso sentimento e desejos descontrolados.
A palavra é canal do "eu".
Pela válvula da língua, nossas paixões explodem ou nossas
virtudes se estendem.
Cada vez que arrojamos para fora de nós o vocabulário que nos
é próprio, emitimos forças que destroem ou edificam,
que destroem ou restauram, que ferem ou acalmam.
Linguagem, a nosso entender, se constitui de três elementos essenciais:
expressão, maneira e voz.
Se não aclararmos a frase, se não apuramos o modo e se não
educarmos a voz, de acordo com as situações, somos
suscetíveis de perder as nossas melhores oportunidades de melhoria,
entendimento e elevação.
Paulo de Tarso fornece a receita adequada aos aprendizes do
Evangelho.
Nem linguagem doce demais, nem amarga em exesso.
Nem branda em demasia, afugentando a confiança, nem áspera
ou contundente, quebrando a simpatia, mas sim " linguagem sã e
irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não
tendo nenhum mal que dizer de nós ".
MENSAGEM DE EMMANUEL
PSICOGRAFADA POR FRANCISCO CÂNDIDO
XAVIER.
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