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MALEDICÊNCIA "
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IRMÃOS, NÃO FALEIS MAL UNS DOS OUTROS. QUEM FALA MAL DE UM IRMÃO,
FALA MAL DA LEI E JULGA A LEI; E SE TU JULGAS A LEI, JÁ NÃO ÉS
OBSERVADOR DA LEI, MAS JUIZ. " - TIAGO
Nem todas as horas são adequadas ao rumo da ternura na esfera das
conversações leais.
A palestra de esclarecimento reclama, por vezes, a energia serena em
afirmativas sem indecisão; entretanto, é indispensável grande
cuidado no que concerne aos comentários posteriores.
A maledicência espera a sinceridade para turvar-lhe as águas e
inutilizar-lhe esforços justos.
O mal não merece a coroa das observações sérias.
Atribuir-lhe grande importância nas atividades verbais é dilatar-lhe
a esfera de ações.
Por isso mesmo o conselho de Tiago reveste-se de santificada
sabedoria.
Quando surja o problema de solução difícil, entre um e outro
aprendiz, é razoável procurem a companhia do Mestre, solucionando-o
à claridade da sua luz, mas que nunca se instalem na sombra, a distância
um do outro, para comentários maliciosos da situação, agravando a
dor das feridas abertas.
"Falar mal", na legítima significação, será render
homenagem aos instintos inferiores e renunciar ao título de
cooperador de Deus para ser crítico de suas obras.
Como observamos, a maledicência é um tóxico sutil que pode
conduzir o discípulo a imensos disparates.
Quem sorva semelhante veneno é, acima de tudo, servo da tolice, mas
sabemos, igualmente, que muitos desses tolos estão a um passo de
grandes desventuras íntimas.
MENSAGEM DE EMMANUEL
PSICOGRAFADA POR FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.
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