Mental e Emoção de Um Pai em Aflição
Estamos sendo submetidos a uma dolorosa experiência e não podemos acreditar que tenhamos que sofrer tanta dor, ao nos sentirmos incapacitados de evitar o doloroso momento de quem amamos. É um sofrer intenso que dilacera nossa alma e nosso coração.
A coragem vai se apequenando à cada crise irremediável e tememos não termos a força necessária para enfrentar tão grande tormento.
As esperanças que alimentamos na nossa fé, da possibilidade de um mágico milagre "que a saúde retorne", e possa ficar conosco, se alterna com o medo de perde--la, para sempre. É terrível conceber esta idéia e ter consciência que mais dia, menos dia, irá acontecer.
E nós? O que será de nós depois, quando lembranças ficarão a nos atormentar. Quantas lutas enfrentadas, quanto sofrimento e quanta saudade ficará a nos assediar?
Temos medo de não sermos capazes de resistir a esta separação que se deixa pressentir e a queremos negar. É nosso desejo tudo fazer para que isto não venha a acontecer, embora estejamos a assistir esta preparação para nos deixar, fazendo-se livre da dolorosa experiência que aperfeiçoa e resgata, na escolha que elegeu para se fazer livre de valores desumanos, vividos num passado de prepotência e desamor.
A dor está sendo quase insuportável, mas o Pai que nos assiste nos fortalecerá, para que possamos estar a lhe servir amando, como pede nosso coração dedicado em lhe ser grato pela sua presença. Apesar do diminuto tempo em nossa existência de pais, amigos e companheiros de jornada, buscamos restabelecer relações sofridas de um passado distante.
Assim como a noite sucede ao dia, a morte sucede a vida física. É Lei e Princípio.
Eu sei!... Mas não basta saber, é preciso aceitar, e estou a isso me negar. Dói, dói demais.
Agora parece que a dor ficou menor, assim espero.
Um coração aflito de Pai.
Recebido por Nydia - 22.04.2002
Revisão - Jairo
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