O AMOR QUE NÃO MORRE

Nas perdas
Nas dores, angustias, ansiedades
Precisamos manter a fé
Só ela impede
O desespero avassalador
Que se faz capaz
De a morte desejar
Sem deixar pensar
Que a morte é pura ilusão
E que o acordar
É tremendamente doloroso
Inquietante, pertinaz
Constante, sem paz
Conflitos se estabelecem
Saídas nem sempre encontram
Fragilizam alma e coração
Questionamos então
Por que me deixei levar
Por impulso derrotista
Por que permiti
Quando dominante
Impotente que me fazer
Frente a luta desigual
Necessária de enfrentar?
A tortura da culpa
Se faz constante
E o remorso companheiro
Tirano não perdoa
E a escuridão se intensifica
De pequena bruma
A total escuridão e silêncio
O tempo passa
A esperança não retorna

O vazio toma espaço
E a dor se assenhora
Sem piedade e compaixão
O choro não é ouvido
Nem o grito de socorro
Reconhecemos que estamos sós
Desdita da alma
Carente de amor
Percurso doloroso
De quem morreu
De amor e desilusão
Na esperança de encontrar paz
Perdida, buscada, não encontrada
No amor não realizado
Pergunto então?
Por que este amor não acaba
Qual a razão de sua permanência
Que raiz tão forte
Que o alimenta?
Quisera destruí-lo em mim
Para mais não sofrer
De saudade!
O que fazer, fico a perguntar
E a voz amiga responde
Tenta sublimar
Terás a paz que buscas
Por teres amado incondicionalmente
E vivido solitariamente
Um grande amor

Djalma

Recebido por Nydia - 07.08.2003

Revisão - Jairo

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