DOS ARQUIVOS DA HUMANIDADE
Somos inevitavelmente os afins com aqueles que se fazem corrompidos pelo poder, pois nos gratificamos com toda conquista realizada. Nos enchemos de orgulho pela nossa capacidade de auxiliar na conquista da vitória que enaltece e nos coloca na história dos povos, como líderes da humanidade, participando do rol dos conquistadores.
O preço para esta conquista e dedicação absoluta é não cometermos deslizes. A tudo estamos atentos, pois o menor descuido e poderíamos por a perder uma grande idéia, um grande projeto, tendo que aguardar um novo momento que propiciasse o retorno das finalidades que visamos.
A idéia é justificar a vaidade e o orgulho, enaltecendo o saber e a capacidade, com programas de grande efeito, que o tornará poderoso e reconhecido em sua capacidade de conduzir massas desordenadas com o poder.
Ao se fazer defensor dos oprimidos, mostra-se bastante sedutor, com capacidade de convencer que é representante dos direitos, realizador da liberdade e justiceiro. São imagens distorcidas e projetos insanos que habitam sua mente, se fazendo baluarte de defesa dos pequenos, dos dependentes, usando-os para galgar degraus mais altos e ser reconhecido herói.
Fácil inspirá-lo a desatinos. Insuflada a vaidade, bloqueia o senso de responsabilidade e desfigura a verdade, tornando-se um perigo para a humanidade, crédula de suas manifestações de libertador e justiceiro.
Estivemos em todas as épocas e enquanto existirmos teremos chances de sermos úteis através de propostas de vingança, estimulando as lutas sociais e os desencontros dos homens pela diversificação de idéias e projetos, estimulando o desejo de conquista e poder, criando crises que instabilizam a humanidade.
Somos disciplinados, organizados e respeitamos nossos compromissos e responsabilidades. Até então temos vencido o bom senso, destruindo a solidariedade entre povos vizinhos, feito a fome grassar, oportunizando que o homem se torne indigno, dependente que lhe forneçam o pão de cada dia. Fazemos com que vidas novas não tenham o amanhã e os velhos percam suas crenças e a revolta habite o coração dos homens. Somos contra a igualdade, a fraternidade, a solidariedade, a união e a universalidade da irmandade.
Alimentamos ódio, rancores, exultamos e animamos os criadores de armas destrutivas, capazes de ceifar vidas de milhares, destruir templos e palácios, casas e choupanas.
Agora já estão a nos identificar, a reconhecerem nossa potencialidade e nosso poder de domínio. Criamos o mundo, a dor, semeamos a desesperança e realizamos conscientemente o terror. No final não somos responsáveis pelos tremendos acontecimentos que abalam o mundo.
Sabem por que?
Por que são os homens que nos alimentam com seus pensamentos, com suas emoções, com suas ações anticristãs, com seus sonhos de grandeza e poder, com a capacidade de subjugar, escravizar seu irmão de caminho. Estamos seguros que ainda por longo tempo teremos homens que servem ao nosso projeto de vingança, impedindo que a paz se realize e irmane a humanidade.
Não escondemos nossas ações e não esmorecemos diante de dificuldades que podem retardar nosso intento de vingar a sociedade dos homens, tentando destruí-la no segmento do tempo. Sabemos nós que sempre haverá um amanhã e um novo homem se fará líder para conduzir povos frágeis e incapazes de se auto governarem.
Nosso desafio é constante e perseverante, pois havendo paz, perderemos nossa força e poder. Até lá continuaremos a ser os senhores reais das guerras, fazendo os homens chorar e não serem capazes de construir um mundo em paz!
Nós representamos o ódio, o rancor, o desejo de vingança e a destruição.
Enfrentem-nos e se façam vitoriosos.
Quando isso acontecerá? . . .
Quando os homens se permitirem amar.
Este estudo foi recolhido dos arquivos da humanidade e o trouxemos para que entendam que os homens são os verdadeiros responsáveis pelas guerras, pela dor, pela inquietação do mundo e pelo sofrimento da humanidade.
Precisamos acordar para esta verdade, renascendo e nos libertando da nossa pequenez de homens, pois o Ser que habita em nós é sábio, perfeito, por ser Divino.
Restrinjamos o espaço que concedemos ao homem ilusão e o ofertemos ao Ser que nos proporciona a vida, nos pondo em contato com a beleza e nos fazendo reconhecer nossa filiação, quando perguntamos "Quem sou" de forma honesta e verdadeira.
Os aconselhamos a lutarem para renovarem-se e libertarem-se de valores desprezíveis para o homem de Nova-Era.
Façam-se os Senhores da Paz em prol de um Mundo Melhor e a humanidade se fará agradecida.
Messias
Recebido por Nydia - 04.04.2003
Revisão - Jairo
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