BUSCANDO A PAZ, EXTINGUINDO AS GUERRAS

Penalizamos o sofrimento

Que se abate sobre a Terra

A dor do Mundo em pesada angústia

Fruto da Insensatez de poucos

Que arrastam muitos à desventura

Passados séculos de ensinamento puro

Os Homens não aprenderam

A viver em paz, mas em tortura

E ciclicamente vemos

A Humanidade vivendo o terror

Da guerra, da destruição, da morte

As cidades se transformam em fantasmas

Tétricas e soturnas

Destruídas foram, suas belezas

E a possibilidade de vivência plena

Amorosa que era com seus habitantes

Passa a ser símbolo de perigo

E se faz presente de maneira agressiva

Inóspita, adversa, nada a oferecer

A não ser o medo e o silencio

Calam-se as vozes... O silêncio

O silêncio o meio de comunicação

O temor domina o ambiente

E a desolação é vista em toda parte

E os homens apavorados fogem

Ou escondem-se, protegem-se

No interior da Terra, a fim de sobreviverem

E pouco a pouco o essencial à vida

Vai faltando: água, luz, víveres

E o pânico a todos domina

A desesperança de salvação

Vai sendo aceita

Como a dura realidade do momento

E precisava assim acontecer?

Precisava o extermínio perverter

A ordem social e humana?

Fossem os Homens menos ambiciosos

Praticassem a solidariedade

Respeitassem os direitos de liberdade e justiça

As guerras perderiam sentido

E haveria paz na humanidade

A guerra ora iniciada

Já apavora, faz o medo dominante

Gera temor suas conseqüências

E a pergunta "COMO SERÁ O AMANHÃ?"

Fica sem resposta

Pois os senhores da guerra

Conservarão seus ódios e desejos mal sãos

Inventarão novas razões

Para perturbar, na sua insanidade

Gerada pela ânsia de poder

E de se fazer o temido vencedor

Que se outorga a tarja de salvador.

Quando na verdade

Seus gestos inconseqüentes

Fizeram o Mundo regredir

Destruído o construído em séculos

Animando ódios antigos

Ceifando vidas de meninos

Impedindo Homens, Mulheres e Crianças

Viverem o amanhã

Aprisionando seus corpos em suas carcaças

Despreparados estavam para morrer

O Homem chora a dor das perdas

A Terra estertora, fende-se

Abriga em seu intimo corpos destruídos

Pelas balas infames

Daqueles que se julgam poderosos

E desrespeitosamente cravam suas bandeiras

Nas Terras de seu irmão

Sem pejo, sem sentirem vergonha

De seus atos desumanos

Dói assistir a destruição de povos

Que sonhavam em se manter livres

Abrigados, protegidos pela Terra amiga

Possam os pacifistas reunidos como representativos da Humanidade reformularem as Leis Sociais e humanas em prol de uma sociedade justa e fraterna. Se isso acontecer nao terá sido em vão a luta desigual, de homens prepotentes, subjugando seus irmãos, com a morte precoce de uma juventude indefesa, arrastada para os campos de batalha pelos desvarios de homens que se intitulam condutores da Humanidade.

Messias.

Se observarem o assunto: "Guerra", ele se faz inesgotável, pelas suas conseqüências.

Cooperem para que venham a se extinguir, cedendo lugar à bandeira branca da Paz!

Recebido por Nydia - 07.04.2003

Revisão - Jairo

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