O CAOS NA MINHA TERRA
Treme meu coração
Dilacera minha alma
Acabam minhas esperanças
E quantos alimentei
Para ver meu povo liberto
Do jugo de uma ilusória liberdade
Preparados e condicionados que foram
Para reconhecer o tanto que tínhamos
E o quanto mais, em promessas
Haveríamos de ter...
Agora que chegaram os opressores
Oferecendo o que não tínhamos
Enlouquecemos e deixamos a revolta brotar
Depois de a termos sufocado
Por anos de pressões, limites e domínios
Mais uma vez conhecemos a violência
Vinda de fora, feita por novos conquistadores
Ela gera grande revolta
Pelo sentido falho do direito
Eles se apossaram do que nos faltava
Com um grande desrespeito pelos nossos valores
Indômitos, tudo desafiamos e enfrentamos
E com isso causamos mais dor e sofrimento
Há ódio em nossos corações
Raiva por nos termos contido
Por longo e exaustivo tempo
A destruição física é menor
Do que a destruição de nosso patrimônio
Moral e emocional
Fazemos do inimigo o nosso aliado
Não queremos admitir a sua cobiça
Esquecemos a sua prepotência
Deixamos que passem a estabelecer leis
E direcionar as nossas infelizes vidas
Destruindo nosso patrimônio histórico
Maculando a nossa cultura
Prometem tratar-nos com amenidade
E auxiliar-nos a termos uma vida próspera
Restabelecendo a ordem
Para que usufruamos uma vida melhor
Nossa revolta interna os ajuda
Na conquista de posse e domínio
Esperamos ainda que não nos obriguem
A trocar nossa bandeira
Para que não choremos
A nossa falta de coragem na defesa
Da pátria que herdamos de bravos do passado
As máscaras começaram a cair
Quando reconhecemos estarmos iludidos
De que seríamos capazes de defender
Proteger e resguardar nosso território
E o vemos destruído, em ruínas
Com a miséria de nosso povo
E a insegurança se estabelecer
A violência convive conosco
Que pensávamos amar a paz
Perguntamos, quem realmente somos
Como pretendemos para viver no amanhã
Quem é irmão, amigo
Como sobreviver se nós comemos
Pela mão de quem nos desrespeitou
E infringiu as Leis de Humanidade
Na verdade nos tornamos coniventes
Teremos vergonha de nossos filhos
Nos sentiremos em culpa, com nossos ancestrais
Que destemidos foram
Respeitosos de nossos princípios e leis
Senhores que se fazem de nosso espaço
Fingem-se solidários e libertadores
De olho no nosso ouro-negro
E para dele se beneficiarem
Amantes de nossa terra generosa
Que guarda em seu seio
O ouro negro, fator de nossa sobrevivência
E agora, como será o nosso amanhã
Seremos livres para administrar
Gerir o nosso patrimônio pátrio
Teremos liberdade de usar nossa cultura
E continuar fiel as nossas crenças
Tantas dúvidas ocorrem
Teremos que esperar que a loucura se extinga
Sonhamos voltar a desfrutar
De nossa soberania
Tão duramente atingida
Sonhamos ver nossa vida reconstruída
Com menos ódio, menos rancor
Com mais solidariedade, fraternidade
Justiça restabelecida na nova ordem
Com direito e oportunidade para todos
Queremos que nossa morte
Oportunize a reforma social de nosso povo
Onde tão poucos eram os privilegiados
Em detrimento de tantos
Como parias numa sociedade desigual
Sonhamos que a bandeira da paz
Seja hasteada em nossa terra
Mas não da forma como vem sendo conduzida
Pela mão de nosso opressor
Que espera nos fazer submissos ao seu poder
Resta-nos no momento
Suplicar que Alá nos inspire
A incentivar nosso povo
Para a conquista da Paz
Nos desarmando de ódios e rancores
Aprendendo a nos amar e conquistar nosso lugar
Junto a povos libertos e respeitados
Pela dignidade de seus atos
Por seus valores conquistados
Na seqüência das eras
Fortalecidos após novas experiências
Há um clamor de Paz na humanidade
A ela nos associamos
"Esta fala vem do coração
De um ser que batalha há séculos
Pela evolução social de seu povo
Esquecido no tempo
É constante seu ideal
De Servir Amando"
O trouxe para externar seu sonho
Sua batalha em prol de uma Pátria
Conhecedora da Liberdade, Justiça e Paz
Quem ele é?
Um idealista da unidade dos povos
Messias
Recebido por Nydia - 16.04.2003
Revisão - Jairo
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