Carma

O QUE É:

Todoas os processos negativos de vida, que ocorrem independentemente da vontade consciente da pessoa, podem ser denominados cármicos.

ORIGENS DO CARMA:

O Princípio do Livre Arbítrio outorga ao homem o direito de escolher seus caminhos, de ser autor de sua história. O Princípio de Causa e Efeito, contudo, o faz refém de seus atos negativos, conscientemente praticados.

FINALIDADE DO CARMA:

Sendo os processos cármicos decorrência natural das posturas desalinhadas ( voluntárias e conscientes ) que a criatura adotou frente à vida, sua ação corresponde a de um mecanismo reativo, que leva a criatura a

Reconsiderar seus motivos, suas escolhas. O carma cumpre, pois, o papel de reducador do homem, a "mestra dor", referida pelos espíritos.

PROGRAMAÇÃO DO CARMA:

Na elaboração do Projeto Reeencarnatório, que precede o processo de reencarne, são definidas as metas a serem atingidas pelo indivíduo em sua nova oportunidade de vida na carne. Ao serem determinadas suas Condições de

Reingresso, fica estabelecido o seu carma Inarredável. O indivíduo participa, na maioria dos casos, da elaboração de seu projeto reencarnatório, usando de maneira esclarecida ( auxiliado pelos Especialistas Cármicos ) seu livre arbítrio. Há, além do carma inarredável, o carma que se apresenta ao longo da vida, que pode não possuir características compulsórias.

O Princípio do Livre Arbítrio faculta sempre ao homem escolher seus caminhos, adiando ou acelerando seu crescimento.

PROCESSOS CÁRMICOS:

Processos Regenerativos: são tipicamente processos inarredáveis, correspondendo a limitações de natureza física, mental, psíquica ou material que a criatura vivencia.

Processos de Rajuste: são o resultado da disposição de reconciliação que duas ou mais pessoas manifestam, antes do reencarne. Quando o processo envolve encarnados e desencarnados, estes são denominados espíritos

Impulsionadores. Os processos de reajuste podem não ser do tipo inarredável.

Processos de Resgate: são derivados da postura Cobradora, Vingativa, adotada por encarnados entre si ou entre encarnados e desncarnados. Neste caso o desencarnado é denominado espírito Obsessor. Os processos de resgate podem, também, não ser do tipo inarredável. Para tanto, porém, exigem amodificação do padrão vibratório de um dos contendores.

Carma Intrínseco: é o decorrente do Julgamento que o indivíduo faz de si mesmo por ocasião de sua tomada de consciência, na astralidade. Em geral a criatura decide repetir caminhos de insucesso, visando superar-se, ou então, por considerar-se com culpa, adota processos punitivos. Estes procedimentos, não conscientes para o reencarnado, ocorrem via ação de seu emocional( parte do perispírito), que o estimula a fazer escolhas de situações e / ou de companheiros de jornada que lhe trarão, fatalmente, dificuldades.

Carma Familiar: dentro da Família Espitritual de cada criatura estão seus afetos e seus desafetos. O projeto reencarnatório promove os reencontros convenientes, com vistas a favorecer o crescimento de todos os envolvidos no Lar Terreno. A Lei do Esquecimento do Passado atenua o desconforto destes reencontros. A Lei da Continuidade dos Processos

Emocionais, contudo, favorece o afloramento das posturas que a criatura adotou no passado, tornando o lar o "cadinho das almas"...

Carma Coletivo: dentro de grupos humanos, envolvendo coletividades mais ou menos amplas, os especialistas cármicos programam a ocorrência de circunstâncias que atendam necessidades comuns de crescimento de seus componentes.

POSTURA FRENTE AO CARMA:

Muito embora seu conteúdo desagradável, o carma é caminho evolutivo.

No caso de processos inarredáveis, a única postura adequada é a da aceitação. Nos demais casos, contudo, é conveniente atentar para o convite do Cristo: "todo aquele que verdadeiramente seguir o Meu Caminho terá leve seu fardo e suave seu jugo". Há, pois, sempre aberta a possibilidade para que a criatura abandone seu "vale de lágrimas" e parta para o caminho da libertação, ajudando e servindo os companheiros de jornada, repartindo sua luz com os que estão na escuridão, batidos pela dor...

Para ajudar e servir, contudo, é preciso discernimento. Não se trata de encampar o carma alheio, mas de dar condições para que as criaturas possam encontrar o seu caminho e andar com seus próprios meios... É preciso lembrar que o amor do Cristo se exerce em dois movimentos simultâneos e indispensáveis: o da aceitação do outro, tal qual ele é ( que não significa concordar com suas atitudes, seu modo de ser ) e o de Doação, que nem sequer pressupõe colher o reconhecimento alheio...

Porto Alegre,julho de 1998.

D.E. Brandão.

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