" CONHECE-TE A TI MESMO "
Já ouvi você falar em coisas bonitas mesmo sem nelas acreditar.
Somos assim, tentamos fazer com que os outros creiam naquilo que, muitas vezes, nós mesmos não acreditamos.
Isso faz parte do nosso processo de autoconvencimento ou auto-afirmação. Precisamos, muitas vezes, discursar sobre coisas, temos fatos que sequer damos fé. A princípio soa incoerente, diria hipócrita, porém não vou levar tão a sério a questão e buscar o lado positivo disso.
Veja bem, se conseguimos convencer os outros do que dizemos, e se dizemos é porque, de certa forma, assim pensamos. É um avanço no nosso autoconvencimento, posto que passaremos nós mesmos a crer no que dizemos.
Pode parecer uma contradição, mas, de fato, não o é. Precisamos disso sim, na nossa ainda pequena e vã compreensão das coisas que dizem respeito a nossa própria existência.
Pior seria se, de alguma forma, não fizéssemos nenhum movimento para desvendar os mistérios da vida em si. Pior seria passar uma vida (ou várias delas) inerte, sem alguma tentativa, mesmo que, talvez, errônea, posto que primeiro deveríamos estar preocupados conosco mesmos, com nossa instrução e aprendizado de entender que somos seres em constante evolução.
Poderão parecer-vos confusas todas essas colocações. Poderão parecer além de vossa compreensão, contudo tendes, já aí, com o que vos preocupardes.
A raiz da filosofia está em tentar compreender o outro e, sucessivamente, compreender o universo.
De algum ponto devemos partir. Que, ao menos, seja, então, o fato de tentar convencer os outros, já que temos dificuldade de convencer a nós mesmos do quão importante somos dentro do plano de criação.
Recebido pelo Júlio, no Grupo S.O.S. Fraterno, em 15.4.2004
Revisão: Clovis
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