Falando Sobre a Morte

Daqui para frente vai ser diferente, estou a me comprometer, terei que enfrentar a realidade que me envolve e com a qual me envolvi e me fiz compromissada.

Sei das dificuldades e do quanto terei que me controlar, para que a fragilidade não me domine e possa continuar lúcida e consciente, em meu estágio espiritual.

A transição rápida, inesperada deixa seqüelas fundas na alma de quem parte. Pensamentos de magoas e de culpas assolam a mente, e muito rápida precisa ser nossa reação, para não sucumbirmos às penas e às injustiças que possam pesar.

Nos fazermos vítimas, de quem? ....

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Só poderia ser de nós mesmos que incautos não nos preservamos de experiências funestas, descabidas, inconseqüentes que nos afastam da vida e cortam propostas de realização.

Os sonhos se vão, fica o vazio, estagnada é a ação. Perplexos nos fazemos, não podendo acreditar no ato impensado e nas conseqüências resultantes. Passamos para o lado de cá sem bagagem, despreparados, surpresos até.

Questionamos como isso aconteceu, por que aconteceu, como reverter e o que fazer ...

Para obter respostas temos que nos tranqüilizar, ficar em paz, para entender a grande mudança que agora já sabemos não reverte, pois é definitiva. Laços foram cortados ao perdermos o veículo carnal, temos que conviver com outros corpos e com eles aprender a viver e nos servir. No princípio sem grande domínio, mas no exercitar constante chegaremos a aperfeiçoar esta possibilidade de nos manifestarmos e de conviver tranqüilos com amigos e com aqueles que amamos e nos amaram.

Contamos com instrutores que ensinam, ajudam, apóiam e esperançam. Com isso adquirimos a tranqüilidade necessária à reprogramação da vida e nos fazemos intermediários de verdades que precisam ser conhecidas e admitidas, por parte de quem sofreu perdas de entes amados, e sofre negando e não podendo aceitar a continuidade da vida, no admitir que a morte tudo destruiu e não deixa esperanças para o amanhã.

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Estamos dispostos a criar condições para desmistificação do processo da morte, realçando a continuidade da vida em outras paragens do Plano Espiritual.

Uma grande corrente de auxiliares a isso se dedica e assiste aos que se entregam ao sofrimento das perdas, da dor do afastamento, crucificando-se em dúvidas e estabelecendo uma luta intima por falta de conhecimentos e fé. Negando-se a se deixarem esclarecer, rejeitam ajuda e torturam-se, abraçando a dor que perdura, amplia e aumenta com o passar do tempo. Tempo este, que indiferente a tudo isso, transita em direção ao Eterno.

O momento da humanidade exige que os Homens se reformem, para que o Mundo volte a se estabilizar em Harmonia e Paz. Para que isso acorra teremos que admitir a eternidade da vida e a constante evolução, que impulsiona Homens e Seres ao aperfeiçoamento.

Messias

Recebido por Nydia - 13/06/2002

Revisão - Jairo

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