OS SENHORES DA GUERRA
No apostolado da fé aprendemos a reconhecer o senhor, e no respeitar suas leis nos reconhecermos cristãos. Somos ainda uma minoria e assistimos no momento a barbárie se realizando, impunemente, bastardamente, destruindo vidas, com o sacrifício de muitas lutas de ideal e de paz. Muitas criações geniais que marcaram época e deveriam ser patrimônio da humanidade, também se perdem.
Os homens ficam extasiados diante do poderio daqueles que se transformam em senhores da guerra, da violência, do poderio anticristão de tudo dizimar para impor sua força de destruição, em relação aos que se permitem pensar, agir e atuar, seguindo seus princípios e tradições, vendo sua liberdade tolhida pela insensatez dos homens, seus irmãos de caminho.
Tétrica as conseqüências que irão vir, em razão do ódio, rancor e prepotência dos insanos senhores da guerra. Paralelo ao plano de destruição, se tenta arregimentar forças para reconstruir, como se isso fosse possível. Temos a diferença das épocas e o que foi não será, os tempos são outros, não há tempo para a criação da beleza, pois hoje a praticidade impera e jamais teremos os artifícios da antiguidade.
As perdas serão irreparáveis para a história dos povos envolvidos no conflito, o que choca a sociedade dos homens. Estarrecidos assistimos os incêndios, as destruições e os sofrimentos de um povo. Insuficiente torna-se nossa cooperação, pois apesar de toda uma proposta de paz, fomos vencidos no nosso ideal de liberdade, fraternidade e justiça.
Homens adquirem o direito de decidir vidas, instituições, princípios, vedando o direito de liberdade de cada povo. No destruir humilham os mais fracos, pois temem a força, a coesão de idéias e princípios, o respeito à tradição. Ficam insensíveis ao serem cobrados por seus atos indignos, pelo uso da força e do poder absoluto, afastando-se dos princípios da Nova Era que são Paz e Amor.
O dor física, emocional, não é maior do que a do ser, arrancado da vida de forma violenta e antifraterna.
O que fazer contra bombas que abrem crateras na terra e a desfiguram, sem falar na morte de sonhos e esperanças.
O que se vê, no entanto é a divisão dos homens, uns aplaudindo aos atos insanos, outros rejeitando o abuso de poder. Mesmo sendo expressivo este número de homens, são vencidos em seus ideais de paz pelo poder e pelo ódio daqueles que se apropriam do direito de decidir sobre o caminho da humanidade.
As justificativas para a crise são forjadas e não resistem a uma analise mais profunda, pois não são justificáveis na civilização atual. Já conhecemos desatinos que deixaram suas marcas na vida de povos que se deixaram influenciar pela insanidade dos senhores da guerra.
Após a convulsão que sociedade se instalará entre os homens agressores e agredidos, como ficarão as relações dos povos belicosos e pacifistas, como será o recomeçar de quem tudo perdeu e conviverá com a dor da perda de seus familiares, de seus bens terrenos, de sua fé nos homens, seus irmãos de caminho. Até então uma incógnita, só o amanhã dirá.
O mundo se contorce de dor, de angústia e medo, por desconhecer os limites da destruição provocada pelo orgulho e a prepotência de um povo que se afastou dos princípios de respeito à liberdade e solidariedade humana, cumprindo um papel que o marcará na história como nefasto à humanidade.
Ha muito solicitávamos que orassem pela paz, agora tendes a confirmação de quanto se fazia necessário abrandar o coração dos homens, para que a fera não acordasse e exigisse o holocausto de tantos homens, que preferiam viver em paz e amor.
Falam em nome da consciência, perguntamos nós, ela existe?
Mais um apelo, trabalhem em prol da paz, para que o fogo não destrua a humanidade física, psíquica e espiritualmente. Para que isso possa acontecer, há necessidade dos homens libertarem-se de ódio e rancor, substituindo a prepotência pela fraternidade.
Cooperem estamos a solicitar aos de boa vontade.
Messias, representando o grupo pacifista do plano espiritual emissário dos princípios da Nova Era.
Recebido por Nydia - 22.03.2003
Revisão - Jairo
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