" O MESTRE E O DISCÍPULO "

Compromissado que te fizeste não te cabe desistir de tuas responsabilidades, de teu compromisso para com aqueles que te levam pela mão com carinho e responsabilidade.

O exercício do compromisso oportuniza crescimento e ajuda na evolução, pois desenvolve qualificações como disciplina, dedicação, conhecimento, e desenvolve valores que ajudam a mudar seu entendimento, capacitando a servir melhor, eis que passa a servir amando.

O aprendizado nem sempre é tranqüilo e fácil, há, por vezes, interferências pouco compreensivas, mas necessárias, para que o discípulo tenha a exata noção de seu comprometimento com os que disciplinam trabalhos, orientam comportamentos e dizem as verdades necessárias, para o próprio ou para serem entregues aos que dela carecem tomar conhecimento.

Este motivo leva, muitas vezes, ao compromissado à perda da liberdade, o uso do livre arbítrio, à perda do tempo determinado para situações e eleições pessoais, fazendo o aprendizado da não prioridade de seus sonhos e desejos, e o conformismo e aceitação, pouco a pouco, vão sendo assimilados, porque solicitado "vem e ajuda" correspondeu ao chamado.

Por isso, surpreender-se não cabe, pois, quando isso acontece, comprova o quanto o discípulo ainda precisa compreender do intercâmbio entre o Espiritual e o Material e a prioridade que existe na programação, por determinadas práticas a serem realizadas no tempo oportuno, para que haja o bom aproveitamento da proposta.

São evitadas interferências que se façam prejudiciais, protegendo o discípulo de situações que possam agravar suas relações familiares e suas responsabilidades sociais. As demais são realizadas visando o interesse da proposta, do momento e sua finalidade.

Não resistir, não transferir para depois, não julgar o mérito ou demérito da questão, fazem parte deste aprendizado que ensina a primazia do bem coletivo em detrimento do pessoal, embora a insatisfação gerada e frustração sentida.

Chegará o momento em que a compreensão fará com que o discípulo tenha a devida consciência da extensão e profundidade de seu comprometimento com o Pai e com os Mestres que o tomaram como aprendiz no servir amando.

Renunciar é significativo, afirma o afastamento do personalismo e do egoísmo, tão fatais ao processo de mudança na busca da evolução humana e espiritual.

Os que se candidatam a servir amando, e foram eleitos para a tarefa da multiplicação devem estar atentos ao chamado, sem preocupar-se com as conseqüências que possam ocorrer na transferência de seus projetos pessoais, pois podemos afirmar que não serão prejudicados, se tiverem o devido merecimento por servir amando.

Admitam que estão sendo apoiados por quem se fez seu Mestre e o tem como discípulo.

Messias

Recebido pela Nydia em 30.6.2004

Revisão: Clovis

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