MORRER E RENASCER

Um novo dia

Começa a raiar

Quando se acende

Uma pequenina luz

Na escuridão

Estáticos ficamos

Com o milagre

Respostas a tantas súplicas

Do nosso grito de socorro

Ao Pai misericordioso

Depois de tanto tempo

De agonia e solidão

E mágico este momento

Reativa nossas esperanças

Anima nossa crença

De que não estamos sós

Neste mergulho profundo

Que fizemos após a morte

Tão temida e surpreendente

Não a conhecíamos

Ou havíamos esquecido seu mistério

Surpresos ficamos na passagem

Com todos os acontecimentos

Que prenunciavam sua presença

Aguardando a hora aprazada

O ritual do desprendimento

Diversifica-se segundo a evolução

De quem se apresta a partir

E em cada ato de morrer

Enfrentamos novas situações

Graças a maneira

Como estávamos conduzindo a vida

E realizávamos nossas experiências

De crescimento, evolução e resgate

Muitos fazem tranqüilos a passagem

Outros desesperam-se

Resistem e rejeitam o socorro amigo

Apegados a vida e seus prazeres

Negam-se a abandonar o corpo

E apegam-se aos seus despojos

Retardando a libertação

O renascer espiritual

Alguns por longo tempo

Não abandonam o ambiente

Permanecem no reduto familiar

Conservam hábitos inúteis

Interferindo, no dia a dia

De quem amaram

Ou por quem foram amados

Os fazem doentes do corpo, da alma

Por contato de suas vibrações doentias

A contra gosto magoam

Quem não os esquecem

E vivem de lembranças

Boas ou sofridas

O tempo encarrega-se

De criar o apego, a dependência

Gerando a simbiose

Que necessitará de auxilio

Para uma real libertação


Tínhamos uma alma doente

Agora, temos um corpo violentado

Um espírito perturbado

Uma mente em desequilíbrio

Um mundo emocional em conflito

O que fazer nesta situação

Como sair desta crise psíquica-espiritual?

Buscando ajuda

Propondo-se a curar-se

Aproximando-se da verdade

Da razão e do por quê

Do acontecido

Conscientizado, após entender

Encaminhar o Ser conflituado

Usando a compaixão

O perdão e a solidariedade

Para com aquele

Que despreparado foi surpreendido

Pela aparente morte

Vejam quanto ainda precisam aprender

Para não passarem pelo dissabor

De continuarem presos ao mundo material

Muitos fazem tranqüilos a passagem

Outros desesperam-se

Resistem e rejeitam o socorro amigo

Apegados a vida e seus prazeres

Negam-se a abandonar o corpo

E apegam-se aos seus despojos

Retardando a libertação

O renascer espiritual

Alguns por longo tempo

Não abandonam o ambiente

Permanecem no reduto familiar

Conservam hábitos inúteis

Interferindo, no dia a dia

De quem amaram

Ou por quem foram amados

Os fazem doentes do corpo, da alma

Por contato de suas vibrações doentias

A contra gosto magoam

Quem não os esquecem

E vivem de lembranças

Boas ou sofridas

O tempo encarrega-se

De criar o apego, a dependência

Gerando a simbiose

Que necessitará de auxilio

Para uma real libertação

Quando a morte tentar

Faze-los libertos

Para que a evolução

Se processe naturalmente

Sem medos e temores

E para que isso aconteça

O Homem deve crer sinceramente

"A morte não existe Na eternidade da vida"

Messias

Recebido por Nydia - 03.07.2003

Revisão - Jairo

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