Obsedado e Obsessor
Na cumplicidade reside a intimidade obsessor e obssedado, com a dificuldade de libertação, pois identificam-se espelhando-se um no outro. Integram-se em emoções, paixões, ideais e assemelhando-se em valores, negam-se ao afastamento. Saciam seus interesses de sentirem-se vítimas e dão-se o direito a prerrogativas que impedem que o bom senso e a razão sobreponham-se, fazendo-os conscientes da perda de tempo diante da Lei Divina que prega "liberta para te libertares".
Agravantes se apresentam e os fazem mais sofridos, infelizes, transferindo no tempo o crescer, evoluir e aperfeiçoar, chegando muitas vezes a cristalizarem seus sentimentos de amor e ódio, esquecidos que só o amor e a compaixão libertam. Assim o tempo se escoa e novas mágoas e ressentimentos se acumulam para o amanhã, que poderia ser feliz e prazeroso.
Oportunidades não lhes são negadas, mas suas cegueiras não os deixam perceber que só eles podem se conceder a libertação, perdoando-se e perdoando, para que a libertação os felicite.
Por vezes carecem de serem ajudados ao longe, à distância. Cercá-los de vibrações amorosas é uma tarefa de extrema necessidade, pois exige solidariedade, compaixão e neutralidade daquele que assumiu se fazer mediador, sensibilizado pelo sofrimento de ambos, obsessor e obsedado.
Daí a necessidade de ambos em encontrarem o dedicado amigo que se interpõe entre ambos para levar-lhes a luz que ilumina a consciência, e os desperta da inutilidade do assédio que paralisa a evolução de ambos e os fazem retardar no tempo a liberdade de serem individualizados na experiência renovadora.
E quantos assim dilapidam o tempo que seria de progredir, no entanto se permitem estagiar além dos limites razoáveis na proposta de fazer justiça com seu livre arbítrio, sem se aperceberem que quanto mais odeiam, mais se identificam.
O socorro fraterno é ajudá-los e não lhes sobrecarregar, para que o bom senso passe a existir nos seus mundos de emoções e haja a pacificação na alma e no coração de ambos, opressor e oprimido, por se negarem a perdoar, libertando-se de mágoas e ressentimentos, fruto do desamor que experienciaram em outras vidas.
A libertação um dia se fará, mas até lá muito sofrer acontecerá.
Sejam pacientes e amorosos com estes seres na provação, o conselho amigo de quem os ama e deseja-lhes paz.
Messias.
Recebido por Nydia - 12.02.2003
Revisão - Jairo
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