Quantas vozes se erguem a suplicar pela fome que sentem, pela solidão que as assistem, pela dor que lhes consomem as poucas forças que as animam. Gritam a penúria que as envolve, revoltadas no seu total abandono.
Quem as ouve? Quem se apieda e estende a mão e lhes fala com compaixão e carinho... Poucos, muito poucos estão sensibilizados e preocupados com estes irmãos de caminho.
Corajosamente, confiantes que seriam capazes de a tudo suportar com estoicismo, assumiram o compromisso de assim resgatar gestos de prepotência, de domínio e subjugação que exerceram em experiências passadas em distantes ontens.
Mas não estavam tão preparados como pensavam. Hoje frágeis, fracos de vontade, lhes falta a coragem para lutar por melhores dias, por oportunidades que lhes restituam a dignidade de viver numa sociedade impiedosa, que não se preocupa com os carentes, os solitários, os abandonados, e quando o faz, é sem nenhum sentimento solidário ou fraterno. Ainda é movida por interesses financeiros, dai fazer sem amor, sem compaixão esquecida da pregação do grande Mestre: Ama o teu irmão como eu te amo.
Vocês que despertos se fizeram, que abertos estão para a solidariedade, a fraternidade e a compaixão, não os esqueçam nas suas preces, nas suas vibrações e eles serão confortados de alma e coração. Quando possível, alcancem o pão que alimenta o corpo, para que possam sobreviver e realizar a tarefa de elegerem com a libertadora de erros e culpas, de tempos que tanto desamaram aqueles que careciam de serem olhados como irmãos.
Evitem de num próximo amanhã terem que conhecer o doloroso processo de evolução e resgate... Conviver com a miséria e a falta de condições para sobreviver, colocando-se à margem na sociedade e sendo considerado ou desconsiderado por aqueles que desfrutam de boas oportunidades no seu ato de viver.
Se façam solidários, ajudem na medida do possível os que convivem com a miséria, a fome, a doença e o abandono, além da dolorosa solidão de alma para que possam admitir que valeu a pena se ter feito pagador de seus erros, para se fazer livre no amanhã.
Que lhes salve a esperança de um novo amanhã, é nosso voto amigo, na nossa compaixão.
Que se deixem tocar pela solidariedade e se permitam crer que o Pai não os abandona, mas lhes aquece a alma e o coração.
Abençoados sejam os que ajudam quem carrega a madeira pesada do resgate, sem nada ter de seu a não ser o desencanto no viver de cada dia.
Trouxe meus cuidados com os filhos de meu Pai, para sensibilizá-los e que possam nos ajudar a suavizá-los.
Beijo-os com carinho.
Anime-os a Servirem Amando, para representarem esta Casa que o Pai confiou a minha responsabilidade em cuidá-la e animá-la com carinho.
Obrigada.
A amiga Aura Celeste.
Revisão Jairo
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