" VÍTIMAS OU ALGOZES "

Contemplando o passado verão quanto foi feito e quanto caminhamos na estrada a percorrer, mas se surpreenderão ao perceberem quanto ainda falta fazer na grande empreitada programada a realizarem.

As interferências negativas têm acompanhado nossas lutas, mas somos os únicos responsáveis, pois lhes outorgamos o direito de assim agir, devido à conduta de muitos de nossos companheiros de caminho, resistentes a mudanças reais na sua forma de vivência, resistindo inutilmente a mudar seus valores, seus propósitos, por admitir que não há nada a reformular, renovar, crescer e evoluir.

- O que fazem estes adormecidos?

Sacrificam, penalizam, dificultam, criam lutas, guerras e desajustes no seu grupo de família, nas comunidades que freqüentam, na sociedade a que pertencem, e poluem com seu negativismo e suas mazelas o meio ambiente, retardando a estabilização da paz e da harmonia necessária ao bem viver dos homens, seus irmãos de caminho, e, conseqüentemente, a humanidade.

- O que fazer por estes inconformados da vida, por se sentirem excluídos por seus atos, gestos e atitudes geralmente faltos da boa sociabilidade?

Ser paciente, tolerante, e desejar-lhes que um dia, após reflexão, reconheçam que lhes cabe buscar a cura para sua doença, que se abanca inconformação, insatisfação em relação ao que se tornaram, alimentando a crença que são vítimas, sem se aperceberem que são seus próprios algozes, por se desrespeitarem, desamarem e se permitirem ser difíceis para os que os cercam, por suas atitudes agressivas, irreverentes, arbitrárias, prepotentes e preconceituosas.

Incrível as atitudes de quem pensa ser mais, melhor, dono da verdade, poderoso, e cobra dos demais suas carências, exigindo ser prestigiado, reconhecido, respeitado e até amado.

- Pode?

Ao doente tudo é permitido, na sua frágil vontade de ser o que não é, de ter o que não tem, convicto de que o falso merecimento e o direito de ser reconhecido pelos méritos que pensa ter, valorizando o pouco que consegue fazer devido seu falso brilho.

Estes irmãos nossos caminham, ou melhor dito, pensam que caminham, progridem, aperfeiçoam, mas estão atrelados ao passado de prepotência que gerou o seu hoje de resgate, que poderá se prolongar até um futuro amanhã, se não acordarem para sua real verdade.

Continuam semeando em terra infértil a boa semente e favorecendo espaço a erva daninha.

Os penalizamos e esperançamos que se faça luz nas suas conseqüências, e tenham tempo de renovar, para que possam desfrutar da paz e da harmonia que os felicitará. Até então, continuarão se sentindo vitimados, se negando se reconhecerem ser seu maior inimigo.

É uma dor assisti-los, mas na Lei convivem com seu livre arbítrio dentro dos seus limites de evolução.

O amanhã será o fruto do hoje, na seqüência das vidas.

Messias

Recebido pela Nydia em 20.04.2004

Revisão: Clovis

 Página Inicial  | História | Oração  | Depoimentos  |  Links



Copyright © 1997, 2003 Guia Internet Brazil Ltda.