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A
árvore que produz o mamão chama-se mamoeiro. Esta árvore produz o
fruto durante o ano todo, porém a safra ocorre nos meses de maio,
junho, agosto e outubro.
Possui
um formato oval e sua casca é lisa. Quando está maduro apresenta-se
na cor amarela.
Sua
polpa interna é macia de cor alaranjada, sendo que no centro existem
muitas sementes.
Quando
maduro apresenta um sabor doce e suave.
Existem
diversas variedades de mamão. As mais conhecidas no Brasil são: mamão
papaia, mamão formosa, mamão-da-baía, mamão-macho e mamão-da-índia.
Cada
100 gramas de mamão apresenta, em média, 50 calorias.
É
uma fruta muito nutritiva, apresentando vitaminas A, C e do complexo
B. Possui também sais minerais, tais como: ferro, cálcio e fósforo.
O
consumo do mamão é recomendado pelos nutricionistas
por se constituir em um alimento
rico em licopeno
(média de 3,39 mg em 100 g), vitamina
C e minerais importantes para o organismo.
Quanto
mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.
Este
fruto possui também a papaína, uma enzima que auxilia na digestão
dos alimentos e absorção de nutrientes pelo organismo.
A
origem deste fruto é a região sul do México.
O
mamão é muito utilizado na culinária, principalmente em sucos,
vitaminas, doces e até mesmo em saladas.
O
mamoeiro adapta-se facilmente em solos de regiões de clima tropical.
Mamão - Carica
papaya
Mamão, um
tesouro ao seu alcance
Lucia
Helena dos Santos.
O
mamão (Carica papaya), originário da América Tropical, é
uma das melhores frutas do mundo, tanto pelo seu valor
nutritivo, como pelo poder medicinal.
Cada
parte desta planta é preciosa, a começar pelo tronco! De sua
parte interna, retira-se uma polpa que - depois de ralada e
seca - assemelha-se ao coco ralado. É rica em propriedades
nutritivas e aproveitada em alguns lugares no preparo de
deliciosas rapaduras.
O cozimento das raízes dá um tônico para os
nervos que é também remédio para as hemorragias renais.
As folhas do mamoeiro, após secas à sombra, têm
aplicação no preparo de agradável chá digestivo que pode
ser dado livremente às crianças, pois não contém cafeína.
O suco leitoso extraído das folhas é o vermífugo
mais enérgico que se conhece. Usa-se diluído em água.
Ainda é digestivo e cura feridas.
Em diversos lugares, a medicina popular o utiliza para tratar
eczemas, verrugas e úlceras.
Com as flores do mamoeiro macho prepara-se um
maravilhoso xarope que combate a rouquidão, tosse, bronquite,
gripe e indisposições gástricas causadas por resfriados.
Coloca-se um punhado de flores, com um pouco de
mel em vasilha resistente ao calor, mas que não seja de alumínio.
Acrescenta-se um copo de água fervendo, tapando-se bem.
Depois de esfriar, toma-se às colheradas, de hora em hora.
Com o fruto verde faz-se um doce
maravilhoso.
Pode-se também prepará-lo ensopado ou ao molho branco.
É uma iguaria!
O mamão maduro:
-
é altamente
digestivo (cada grama de papaína – fermento solúvel
contido no fruto – digere 200g de proteína);
-
tem mais
vitamina C que a laranja e o limão;
- contribui para o
equilíbrio ácido-alcalino do organismo;
- é diurético,
emoliente, laxante e refrescante;
- cura prisão de
ventre crônica;
- comido em jejum,
pela manhã, faz bem ao estômago
- é eficaz contra
a diabete, asma e icterícia;
- bom depurativo
do sangue;
- não pode faltar
na alimentação da criança, pois favorece o seu
crescimento.
Depois
de comer-se o mamão, esfrega-se a parte interna da casca
sobre a pele para tirar manchas, suavizar a pele áspera
e eliminar rugas.
Mastigar de 10 a 15 sementes frescas elimina
vermes intestinais, regenera o fígado e limpa o estômago.
Comidas em quantidade, são eficazes contra câncer e
tuberculose.
Faltava dizer que qualquer uso que se faça de
qualquer parte desta planta, traz consigo uma ação vermífuga
poderosa, o que bastaria para destacar sua importância.
Melhor que consumir frutos do supermercado
(colhidos verdes e amadurecidos à força no carbureto), é
colhê-los já maduros no pé, no próprio quintal pois - além
disso - serão livres de agrotóxicos.
Num espaço bem apertado cabem vários
mamoeiros..Eles gostam de terra boa, bem adubada.
Por exemplo, com lixo de cozinha ou com uma "Boca da
Terra".
Então... o que você está esperando para
plantar e colher os seus?
O consumo do mamão é recomendado pelos nutricionistas por se
constituir em um alimento rico em licopeno (média de 3,39 mg
em 100 gr), vitamina C e minerais importantes para o
organismo.
Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.
DIÁRIO DE PERNAMBUCO
12 de junho de 1977
De Silvio Rolim para o DP.
Londres - O prosaico mamão ocupou manchetes de jornais e
foi promovido a remédio milagroso aqui em Londres, merecendo até
fotografia de primeira página no "Guardian", um dos
mais importantes jornais britânicos.
William Scharf, um corretor de 31 anos, foi submetido a um
transplante de rins; a operação poderia ter sido qualificada
de um sucesso se não fosse por uma pequena ferida que insistia
em não cicatrizar.
Antibióticos não surtiam o efeito esperado e o caso começava
a se complicar quando alguém teve a idéia de usar o mamão
(que os ingleses conhecem, quando conhecem, pelo nome mais exótico
de "paw-paw"). Santo remédio!
Alguns dias depois William levantou-se do seu leito no hospital,
louvando com entusiasmo os poderes milagrosos do suculento fruto
tropical.
Os médicos ficaram estarrecidos e a imprensa, no maior
assanhamento, publicou a historia com destaque e ate fotografias
de William, sua mulher, Zen e o fruto tropical.
Tanto quanto o sucesso - mamão como remédio, mereceu comentários,
o seu preço: duas Libras e meia, mais ou menos uns cinqüenta
cruzeiros. Vale a pena lembrar que o mamão é praticamente
desconhecido aqui na Grã-Bretanha, sendo encontrado apenas em
latas, geralmente em mercados especializados em comida indiana e
africana.
O mamão utilizado no caso de William foi comprado numa famosa e
granfiníssima loja de especiarias aqui de Londres.
Mas voltando ao mamão milagroso, o fato ocorreu num hospital de
Dulwich, no sul de Londres.
0 tratamento foi sugerido pelo medico Christopher Rudge, da
equipe de transplantes, que durante um estagio na Cidade do
Cabo, na África do Sul, tinha visto o mamão ser usado na
cicatrização de úlceras e feridas.
O tratamento consiste simplesmente no seguinte:
Lava-se bem o ferimento infeccionado e em seguida aplicam-se
fatias de mamão sobre o mesmo, cobrindo com gaze.
Como disse o medico, o mamão age como uma espécie de cimento
numa rachadura.
A cada 48 horas o processo deve ser repetido até que a ferida
comece a cicatrizar, o que em geral acontece dentro de três a
seis dias.
Para a surpresa do mundo médico britânico o Dr Christopher
revelou que já havia usado o mamão como droga cicatrizadora em
mais de vinte pacientes nos últimos seis meses e que estava
muito satisfeito com os resultados.
Segundo ele, todos esses pacientes tinham rins artificiais ou
haviam sido submetidos a transplantes.
Drogas para evitar a rejeição do novo rim tornam esses
pacientes particularmente vulneráveis às infecções, e
qualquer ferida demora muito para cicatrizar.
Especialistas em medicina tropical mostraram-se surpresos e não
conseguiram dar uma explicação satisfatória para o "fenômeno".
Depois de admitirem seu espanto eles afirmaram que a única
explicação plausível é o fato de o mamão conter enzimas
(entre elas a papaína) que poderiam ser os agentes causadores
do "milagre".
O caso do mamão trouxe à baila o uso de outros remédios
caseiros como o mel e certos frutos e raízes, usados com
sucesso, apesar do ceticismo médico.
0 Dr. Christopher disse apenas: "Acho que o açúcar
contido no mamão ajuda. Acho que as enzimas ajudam.
Não acredito que ocorra qualquer processo mágico, mas não sei
dizer como ele funciona.
Só sei que funciona!"
Quanto a William Scharf, indagado se o mamão passaria a fazer
parte de sua dieta regular, afirmou: "O quê? Vou comer mamão
o resto da minha vida."
Embora o mamão não seja objeto de nenhum estudo mais sério no
momento, a Organização Mundial de Saúde está fazendo uma
pesquisa sobre raízes e plantas que possam ajudar a resolver
alguns problemas de reprodução humana.
Aqui mesmo na Inglaterra, na Universidade de Bath, cientistas
estão fazendo experiências com o feno grego que parece
oferecer um notável ponto de partida para a fabricação de
novas drogas.
Outras pesquisas se referem a uma droga encontrada em alguns
peixes (o baiacu, por exemplo), cujo poder anestésico é 160
mil vezes maior do que o da cocaína.
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